segunda-feira, 19 de novembro de 2007


À Gaia.

Hoje te olho, minha Mãe -
Choro, teu Corpo destruído (que não ligaram!)
Pelos homens (cruéis)
Que teu Véu não levantaram.

Choro, pelas águas do teu Sangue:
Pois já não mais vivem, os peixes;
Baixo os olhos, pelos campos,

Hoje, mortos, mas que já foram verdes.

Mãe nossa (perdoai-nos)
Nossa Morada cuidamos mal.
Regozijamo-nos com teus frutos -
Amaldiçoamo-Na de forma quase mortal.

Não sabe o homem, que bebeu do Teu leite.
E ele pisa, corta, cuspe no Teu Seio.
Pois assim foi (foi!) ensinado,
Pelo Pai (que não é o Verdadeiro).

Mãe mutilada...
Choro tanto - tanto! - por ti...

Senhora que nutriu, cuidou, cantou... -
Que mostrou o Seu Amor -
Mas só foi respondida com ódio.
Pois eles te repulsam, e batem-na (desconheço tal ardor)!

As águas que caem dos céus
Não podem, mais, essa terra profana limpar.
E como devem (como?)
Se Teu Véu não querem levantar?

Teus filhos, Mãe nossa,
Degladeiam-se entre si... Com toda autoridade -
Pois é isso que fazem os 'irmãos',
Chicoteiam-se sem a menor piedade.

Pelos mares e pelos ventos limpos...
'Mãe Terra' que por vozes foram cantadas.
Reconhece-nos quando Te chamamos,
Em meio a essas árvores caídas, queimadas?

Me envergonho... Aperto-me as mãos.
Pois, ainda não dá a árvore, o fruto?
Das entranhas das pedras, as poucas águas limpas?
E o Sol, que ainda brilha, contudo?

Eis tu... Mãe... Seus filhos ainda abraça.
Mesmo que eses ainda olham-Te com desgraça.

Homens e mulheres não mais te reconhecem.
Cumprem na selva de pedra, seu vulgo papel.
Não viram que tu ainda Canta!
Pois não (não!) levantaram Teu Véu.

Mostra-nos o Velho dos Chifres!
Tira-nos desse Pai (falso) Senhora!
Pois assim (talvez só)
A canção vai crescer... E os gritos colocaremos pra fora!

Que possamos abrir os olhos
(e o peito) para Te ver, Mãe, como está a ficar...
Pra olhar o outro como Irmão.
E não bater - mas abraçar!

E a Ti, Antiga, vamos de novo poder chamar!

Que levantemos agora Teu Véu
(e que o Mistério vejamos)
Pois não podemos voltar atrás;
Mas que um novo começo façamos!


Desculpa teus filhos, Deusa.
Desculpa teus filhos, Mãe Terra.

WICCA

Também conhecida por Religião da Deusa e Antiga Religião, a Wicca é uma filosofia de origem pré-cristã baseada no princípio de criação feminino, nos ciclos da natureza, como as fases lunares e as quatro estações, revivendo o culto à Grande Deusa e aos Deuses Antigos. Também inclui várias modalidades de magia e rituais que buscam a harmonização pessoal.

Para seus adeptos, a Wicca é considerada uma religião. Devido a popularidade que atingiu nos últimos anos, várias hipóteses são criadas; desde sua origem até a forma como é praticada atualmente. Portanto, as definições são amplamente maleáveis e a Wicca torna-se um tema relativamente incerto.

O termo Wicca possui provavelmente duas origens. A primeira está ligada a palavra saxônica Witch, que significa dobrar, moldar ou girar. A segunda origem é relativa a raiz germânica da palavra Wit, que significa saber ou sabedoria. Portanto, deduze-se que Wicca pode significar moldar a sabedoria. É neste conceito que reside sua essência: moldar (adaptar e utilizar) o conhecimento universal em próprio benefício, sem prejudicar a ninguém. Porém, a palavra ainda carrega uma conotação negativa e errônea, sendo associada ao satanismo, magia destrutiva e cultos ou seitas opositoras ao cristianismo de um modo geral.

sábado, 17 de novembro de 2007

Oração à Mãe Terra

“Abençoado seja o Filho da Luz que conhece sua Mãe Terra.
Pois é ela a doadora da vida.
Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida.
E te deu este corpo que um dia tu lhe devolvas.

Saibas que o sangue que corre nas tuas veias.
Nasceu do sangue da tua Mãe Terra,
O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela.
Borbulha nos riachos das montanhas.
Flui abundantemente nos rios das planícies.

Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra,
O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu.
E os sussurros das folhas da floresta.

Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.
Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos.
Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra.
Que te rodeiam feito às ondas do mar cercando o peixinho.

Como o ar tremelicante sustenta o pássaro.
Em verdade te digo, tu és uno com tua Mãe Terra.
Ela está em ti e tu estás Nela.
Dela tu nasceste, Nela tu vives e para Ela voltará novamente.

Segue, portanto, as Suas leis.
Pois teu alento é o alento Dela.
Teu sangue o sangue Dela.
Teus ossos os ossos Dela.
Tua carne a carne Dela.
Teus olhos e teus ouvidos são Dela também.

Aquele que encontra a paz na sua Mãe Terra.
Não morrerá jamais,
Conhece esta paz na tua mente.
Deseja esta paz ao teu coração.
Realiza esta paz com o teu corpo”.